Para que serve a música?

 

 

Para que serve a música?

 

Para inaugurar a nossa coluna, vou começar com uma pergunta aparentemente simples, mas que divide opiniões e atormenta filósofos e cientistas há muito tempo. Para que serve a música? Pois é! Apesar de estarmos cercados por música o tempo todo, é pouco provável que você tenha pensado ou se perguntado a respeito disso alguma vez. A maioria das pesquisas científicas sobre o tema possui uma perspectiva evolutiva e biológica. Outros veem a música apenas como um produto cultural, sem importância para o desenvolvimento humano. O fato é que o tema é amplo e já rendeu diversas teorias, mas nenhuma que explique, sozinha, toda a importância da música para as diferentes sociedades do planeta. E para você, para que serve a música? Qual a importância da música na nossa sociedade? Qual a importância desse questionamento?

 

Irei, então, levantar algumas hipóteses a respeito da função da música na humanidade. Para Darwin, a música determinava a escolha de parceiros sexuais, já que as fêmeas seriam atraídas pelos melhores cantores. Para cantar bem é preciso ser afinado e expor sentimento enquanto canta. Isso faz com que pareça mais sensível e mais inteligente agradando, assim, as mulheres. Que mulher nunca teve uma quedinha pelos músicos, hein? Outra hipótese é a de que a música possuiu uma função importante na formação e sobrevivência dos grupos e na amenização de conflitos, agindo como um forte fator de coesão social. Há também quem diga que a música surgiu como mecanismo de comunicação entre diferentes tribos, antes mesmo do desenvolvimento da fala.

 

Mas não seria mais lógico afirmar que a fala tenha surgido antes? Na verdade, não. Basta reparar que, antes de falar, os bebês balbuciam de uma forma bem musical. Então por que, mesmo com o desenvolvimento da linguagem, a música continuou existindo? Fácil! Porque a música assumiu um papel que a fala sozinha não conseguiu: transmitir emoções. Quantos já dedicaram uma música para aquela pessoa amada? Certos acordes parecem tristes, outros felizes e essas características também podem possuir uma explicação evolutiva. Quando um cão quer demonstrar carinho, ele produz um som agudo e tonal. Já quando quer expressar raiva, produz um som grave e ruidoso, o que nos leva a crer que o nosso cérebro processa sons amistosos e ameaçadores desde a época em que éramos presas fáceis. Outros pesquisadores afirmam que a música é capaz de ativar capacidades como memória e até mesmo inteligência. O que dizer da técnica dos alunos de cursinho para decorar fórmulas? E então, o que acha?

 

 

 

 

 

 

 

 

Rafael Gurgel

 

 

 

 

 

 

 

 

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